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21-03-2025

Manifesto polo día da auga

A água é esse líquido maravilhoso que nos repara, nos alimenta e nos faz seres vivos. Até onde nos conhecemos não há vida sem água. E, de momento só conhecemos um planeta em que exista nos três estados da matéria: Sólido, Líquido e Gasoso. Mas a água que existe na terra nem é infinita nem toda ela é utilizável para as necessidades da vida. A água é o dissolvente universal, por isso a que se encontra na natureza tem muitos e variados componentes que porvenhem da terra e também da atividade dos seres vivos. Toda vida mantém contacto com a água, intercambiando com ella nutrintes e productos do metabolismo. Nada podemos tomar se não está em meio acuoso.

Desde 1968 existe a carta europea da água que marca os principios que devemos de respeitar para que esta se mantenha em bom estado para a vida.

ADEGA partilha o ideario da Nova cultura da água que define os parametros que tem que cumprir o uso público da água e a gestão desta polo organismos públicos.

A água é um BEM COMUM. Pertence a Terra: Biosfera Litosfera e Atmosfera. Atraves destes diferentes espaços a água circula permanentemente, descrebindo um ciclo continuo: “ O Ciclo da Água”.Todo o dano que lhe fagamos a água em qualquera destes ciclos poderia ser transmitdo ao conjunto. Mas o maravilhoso deste composto é que tem uma grande capacidade de regeneração. De maneira que quando passa de liquido para gaz é depurado. A água de chuva condensa-se desde as nuvens e quando cae a Terra é água limpa, regenerada. Mas se a atmosfera está poluida as pingas alastrarão parte dessa poluição contaminando a terra e os aquíferos.

Nada há mais precioso que as fontes de água limpa. Todas temos saudades das fontes da nossa terra. Na Galiza há água por todas partes. Mas nem toda é apta para o consumo humano, animal, e incluso vegetal. Este é o pais dos mil rios. A sua música nos acompanha sempre lá onde vaiamos. Os rios da nossa aldeia viajam connosco no pensamento, nas lembranças de infância e juventude.

As águas da Galiza formam as fontes da eterna juventude porque representam a renovação da vida.Deixar-se banhar pelas nossas águas é o rito ancestral vivificante que nos renova. Aguas caldas, águas frescas, cachoeiras, águas caídas em cascatas vibrantes fazem parte da nossa paisagem. É nossa obriga cuidar delas. É nossa herdança e será o património mais valioso que lhe podamos deixar a nossa descendência. Defendamos as águas. Bem comum da terra viva.

A problemática da auga em Lugo

Em Lugo existe uma problemática que tem a ver com a geralidade da Galiza. O urbanismo irrespetuoso continua a afetar aos cursos de água. Nomeadamente o rio Rato está constrangido polos bloques de vivendas de Paradai, e ainda existe a ameaça da construção dun novo edifício. As nascentes deste rio de grande importância para a cidade de Lugo, estao ameaçadas polo projeto de ampliação do Ceao, o chamado sector S5I.

A quantidade de resíduos que acabam no rio não é tolerável. Já o puxo de relevo ADEGA – Lugo numa exposição mostrando um water com o emblema :"O mar começa aqui".

Os campos eólicos projetados para o Picato destruíram as reservas de água retidas polos lençóis freáticos acumulados no cume do monte, e as construções de ruas que fazem de barragens como a das Fontinhas provocam alterações graves no livre e desejável movimento das águas. Não é tolerável que a maioria dos prédios desta rua tenham que bombear a água que se acumula nos seus rés-do-chão ( baixos) quando já o nome nos indica que aquele e um lugar de nascentes de água. Lugo nom tinha porque ter problemas com o subministro nem circulação de água polo seu lugar privilegiado no cume dum horst e pola quantidade de fontes naturais incluso dentro de muralhas.

A filosofia deve de ser de colaboração com as águas e nunca contra elas. Teremos que recuperar o convívio de paz e amizade com as águas e com a natureza. Um estado de harmonia simbiótico global com os ecossistemas e imprescindível se queremos evitar catástrofes e danos irreparáveis para a nossa vida e nosso bem estar.

Proclamada pelo Conselho da Europa em maio de 1968

1. Não há vida sem água. A água é um bem precioso indispensável a todas as atividades humanas.
2. Os recursos hídricos não são inesgotáveis. É necessário preservá-los, controlá-los e, se possível, aumentá-los.
3. Alterar a qualidade da água é prejudicar a vida do Homem e dos outros seres vivos que dela dependem.
4. A qualidade da água deve ser mantida em níveis adaptados às utilizações e, em especial, satisfazer as exigências da saúde pública.
5. Quando a água, após ser utilizada, volta ao meio natural, não deve comprometer as utilizações que dela serão feitas posteriormente.
6. A manutenção de uma cobertura vegetal apropriada, de preferência florestal, é essencial para a conservação dos recursos hídricos.
7. Os recursos hídricos devem ser objeto de um inventário.
8. A eficiente gestão da água deve ser objeto de planos definidos pelas autoridades competentes.
9. A salvaguarda da água implica um esforço muito grande de investigação científica, de formação técnica de especialistas e de informação pública.
10. A água é um património comum, cujo valor deve ser reconhecido por todos. Cada um tem o dever de a economizar e de a utilizar com cuidado.
11. A gestão dos recursos hídricos deve inserir-se no âmbito da bacia hidrográfica natural e não no das fronteiras administrativas e políticas.
12. A água não tem fronteiras. É um bem comum que impõe uma cooperação internacional.

ADEGA / Asociación para a defensa ecolóxica de Galiza
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